Mãos que trabalham com o coração!

No âmbito da UFCD 3542- Animação no domicílio e em instituições – técnicas e atividades o Curso 1- Ação 9 de Operador de Serviços Pessoais e Comunitários a decorrer em Tabuaço realizaram algumas atividades abordando o conteúdo “atividades ligadas ou não a anteriores profissões”.

Estas atividades tiveram como objetivo dar a conhecer algum do artesanato local existente no concelho de Tabuaço e alguns aspetos socioculturais presentes nesta região.

Desta forma, convidamos dois artesãos tabuacenses para virem até à sala de formação mostrar o seu trabalho e nos proporcionar alguns momentos de aprendizagem e partilha.

Num primeiro momento tivemos a visita da artesã Ligia Vilas- Boas que nos seus tempos livres se dedica à criação de bijuteria. Começou por nos contar um pouco da sua história e da importância que esta arte tem atualmente na sua vida. Trouxe consigo todos os materiais necessários para a execução de porta-chaves e fios que ofereceu a cada elemento do grupo. Cada um teve oportunidade de executar a sua própria peça, escolhendo os materiais a seu gosto e finalizando com o toque pessoal da Ligia.

Alguns dias depois foi a vez de recebermos na sala de formação o Sr. Manuel Rodrigues que nos seus tempos livres se dedica à construção de casas em miniatura, usando como matéria-prima o xisto e a pedra usando ainda materiais como a madeira, o barro e o granito para os acabamentos. Esta arte é inspirada nas casas rústicas que povoam ainda a região de Tabuaço, mais conhecidas por palheiros ou palhais.

Ambos os artesãos expõem e divulgam os seus trabalhos em feiras locais e nas redes sociais, sendo bastante apreciados e valorizados pela comunidade.

Num mundo cada vez mais dominado pela produção em massa e pela tecnologia, o artesanato tem vindo a reafirmar o seu valor cultural, económico e ambiental. Especialistas destacam que esta prática ancestral não só preserva tradições como também promove um consumo mais consciente e sustentável.

O artesanato representa muito mais do que objetos feitos à mão. Cada peça carrega consigo a identidade de uma região, os saberes transmitidos entre gerações e a criatividade única de quem a produz. Em Portugal, por exemplo, técnicas como a olaria, a tecelagem e a cestaria continuam a ser símbolos vivos da cultura local.

Além do seu valor cultural, o setor artesanal desempenha um papel importante na economia, especialmente em zonas rurais. Muitos pequenos produtores encontram no artesanato uma fonte de rendimento estável, contribuindo para o desenvolvimento local e para a fixação de populações em territórios do interior.

Outro fator relevante é a sustentabilidade. Ao contrário dos produtos industrializados, o artesanato tende a utilizar materiais locais e processos menos poluentes, reduzindo o impacto ambiental. Para os consumidores, adquirir peças artesanais é também uma forma de apoiar práticas mais éticas e responsáveis.

Com o crescente interesse por produtos autênticos e personalizados, o artesanato tem conquistado novos públicos, incluindo as gerações mais jovens. Feiras, mercados e plataformas digitais têm ajudado a dar visibilidade a artesãos e a aproximá-los de clientes em todo o mundo.

Assim, o artesanato não é apenas uma herança do passado, mas uma atividade com forte relevância no presente e um potencial significativo para o futuro.

Quem faz artesanato não vende apenas um produto, vende tempo, imaginação e amor pelo que faz.

Fica o agradecimento a ambos os artesãos por partilharem a sua arte e nos proporcionaram momentos de convívio e descoberta.

Curso 1 – Ação 7- Operador de Serviços Pessoais e Comunitários

Isabela Lima, Formadora

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