Grupo das Atividades Ocupacionais / Projeto “Histórias que Unem”

Durante o mês de maio, no âmbito do projeto “Histórias que Unem”, cofinanciado pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, I.P. (IDiPD), decorreram atividades em 4 concelhos:

Em Murça:

Em parceria com a Técnica Mariana Prazeres, da Biblioteca Municipal de Murça, os participantes dinamizaram várias atividades com as turmas do pré-escolar do Centro Escolar do concelho.

A atividade teve como base a história do “Elmer”, o elefante colorido que transmite valores como a amizade, a aceitação da diferença e a importância de cada um ser único. Numa primeira sessão, foi realizada a leitura da história às crianças, proporcionando momentos de muita atenção, curiosidade e interação.

Na segunda sessão, fizemos um pequeno resumo da história e partimos para a parte mais criativa: cada criança e cada participante do CAARPD pintou o seu próprio Elmer, dando asas à imaginação e criando elefantes cheios de cor e personalidade.

Ao longo dessa semana, os participantes dedicaram-se ainda à construção de um livro gigante do Elmer, preparado com muito empenho e carinho para receber os trabalhos de todos os participantes mais pequeninos.

Por fim, na terceira sessão, foi apresentado o filme da história do Elmer e, no final, cada criança e cada participante adulto colou o seu elefante no grande livro coletivo e assinou o seu nome, deixando assim a sua marca neste projeto tão especial. Este livro será posteriormente exposto no Centro Escolar, para que toda a comunidade educativa possa apreciar o trabalho desenvolvido ao longo do projeto.

Foram momentos de grande partilha, criatividade e inclusão, onde crianças e os nossos participantes tiveram a oportunidade de aprender, conviver e criar juntos, através das histórias.

Em Poiares:

O grupo de participantes desenvolveu, ao longo de várias semanas, um trabalho contínuo focado na promoção de valores como o respeito, a empatia e a igualdade.

Através da leitura e exploração das histórias “Somos Todos Milagres” e “Elmer, o Elefante Xadrez”, foram dinamizados momentos de reflexão, partilha de ideias e expressão de emoções, permitindo trabalhar a aceitação da diferença e a valorização de cada indivíduo.

Depois o grupo de participantes adultos deslocou-se ao Jardim de Infância de Centro Social e Paroquial D. Manuel Vieira de Matos, de Poiares. Em conjunto, os nossos clientes e crianças participaram em leituras criativas, diálogos sobre os valores abordados nas histórias e exploração de materiais sensoriais, criando momentos de interação, aprendizagem e proximidade.

Esta iniciativa permitiu reforçar competências sociais e emocionais, sensibilizando as crianças para a importância da inclusão, do respeito pelas diferenças e da empatia nas relações interpessoais.

Em Armamar e Tabuaço:

O mês de maio ficou marcado pelo agendamento das datas que irão ser contadas/representadas aos agrupamentos escolares dos referidos locais – destacamos a forma interessada com que os Diretores dos Agrupamentos acolheram estas iniciativas, o que evidencia o esforço na promoção dos direitos das pessoas com deficiência, promovendo a participação ativa entre escolas, famílias e território, favorecendo a inclusão. E, ainda, em função dos anos escolares com quem vamos interagir escolhemos os livros/ histórias e preparamos os materiais para levarmos às escolas: uma história será “Longe da Vista” e outra será “João vivia na escuridão” (do livro “No meu bairro” de Lúcia Valente). Entretanto andamos a explorar novas atividades para podermos

enriquecer as nossas histórias: o grupo de Armamar foi a Poiares conhecer a sala de Snoezelen e jogar Boccia e Walking Football; o grupo de Tabuaço foi à Feira do livro e conheceu alguns escritores, participou no rastreio cardiovascular e assistiu a uma sessão informativa com a enfermeira Carla Moutinho, da UCC do Centro de Saúde, que abordou o tema da saúde mental e da sua importância para a vida. Também fomos visitados pela Dra. Ana Esperança, médica dentista do centro de saúde, que nos mostrou de uma forma simples e dinâmica, os hábitos de higiene adequados, desmistificando alguns procedimentos que tínhamos como certos.

Foi um mês de experiências enriquecedoras, aprendemos com uns para ensinar a outros, pois é nesta interação na e com a comunidade, que se desenvolve o sentimento de pertença, valorização pessoal e inclusão.

Técnicas da A2000 

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