Os formandos do Curso 1 – Ação 9 – Operador de Serviços Pessoais e Comunitários de Tabuaço participaram numa experiência laboral realizada em diferentes entidades da comunidade local. Esta iniciativa foi desenvolvida no âmbito da UFCD Cidadania, Comunidade e Ambiente e teve como principal finalidade proporcionar aos clientes uma aproximação ao contexto real de trabalho, promovendo o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais essenciais à sua integração na vida ativa.
Numa fase inicial, foi realizado um levantamento de expectativas com todos os formandos, permitindo conhecer os seus interesses, motivações e preferências relativamente às áreas de atividade que gostariam de experienciar. Cada formando teve oportunidade de expressar as suas vontades, identificar tarefas pelas quais demonstrava maior interesse e sugerir entidades laborais onde gostaria de desenvolver a sua experiência prática. Este momento revelou-se fundamental para promover o envolvimento e a participação ativa de todos os intervenientes no processo. Paralelamente, foi desenvolvido um trabalho de reflexão individual, no qual cada cliente foi incentivado a analisar os seus potenciais, competências e capacidades, bem como as suas fragilidades e limitações. Esta etapa permitiu adequar as atividades e funções a desempenhar às características e necessidades de cada formando, garantindo uma experiência mais positiva, inclusiva e ajustada às suas capacidades funcionais e pessoais. Procurou-se, assim, valorizar as capacidades individuais de cada cliente, promovendo a autoestima, a autonomia e o sentimento de utilidade e pertença. Cada formando realizou a sua experiência de estágio na entidade previamente identificada, tendo oportunidade de contactar diretamente com diferentes contextos laborais e dinâmicas de trabalho. Ao longo desta experiência, os clientes puderam desenvolver competências práticas, melhorar a comunicação interpessoal, reforçar hábitos de responsabilidade, pontualidade e organização, bem como adquirir maior conhecimento sobre o funcionamento das diferentes entidades e serviços da comunidade.
A experiência revelou-se bastante enriquecedora para todos. O contacto com o mundo laboral permitiu aumentar a confiança nas suas capacidades, estimular a autonomia e fomentar uma maior participação e inclusão na comunidade. As entidades acolhedoras demonstraram igualmente disponibilidade e colaboração no acompanhamento dos clientes, proporcionando um ambiente de aprendizagem positivo e facilitador da integração dos formandos nas atividades desenvolvidas.
Sofia Barros, Técnica de Acompanhamento e Inserção





