Em junho, no âmbito do projeto “Histórias que Unem”, cofinanciado pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, I.P. (IDiPD), as atividades continuaram, em diferentes etapas, conforme os agendamentos de cada concelho. Assim, em Tabuaço” realizou-se a sensibilização para a inclusão junto das crianças do Pré-Escolar, com idades compreendidas entre os 3 e 5 anos. A iniciativa teve como base a história “Emanuel e o Lápis Cor de Pele”, inspirada na obra No Meu Bairro, de Lúcia Valente.
O principal objetivo da atividade foi educar para a diversidade, promovendo valores como a empatia, o respeito pela diferença, a tolerância e a inclusão desde a infância. Pretendeu-se, igualmente, desconstruir a ideia de que existe apenas uma única “cor de pele”, valorizando a riqueza e a beleza da diversidade humana.
Cada sessão iniciou-se com um pequeno inquérito de diagnóstico, preenchido pelas crianças com o apoio dos educadores, permitindo conhecer as suas ideias e perceções sobre o tema. Seguiu-se a narração da história, na qual os participantes do projeto da A2000 assumiram um papel ativo, participando na leitura e na dramatização de diferentes momentos do conto. Este envolvimento proporcionou uma interação muito positiva entre gerações, criando um ambiente de proximidade, respeito e cooperação.
Após a história, as crianças participaram numa atividade de expressão plástica, pintando um desenho que integrou o “Cordel da Diversidade”, uma exposição coletiva onde cada trabalho representou a singularidade de cada criança e a importância de todas as diferenças.
Através de perguntas simples e adaptadas à idade das crianças, procurou-se estimular o pensamento crítico e levá-las a compreender que não existe apenas uma “cor de pele”, que todos somos diferentes, de alguma forma e que são essas diferenças que nos torna especiais e únicos. Em conjunto, concluíram que, tal como um desenho fica mais bonito quando se utiliza muitas cores, também a sociedade se torna mais rica quando valoriza e respeita a diversidade de cada pessoa.
Como símbolo do trabalho desenvolvido, cada turma construiu uma peça de um puzzle, em cartolina, recorrendo a imagens, desenhos e palavras-chave relacionadas com a atividade. Todas as peças foram posteriormente reunidas para formar um grande painel coletivo, que ficará exposto na escola. No centro deste puzzle encontra-se a peça elaborada pela Associação 2000, com a mensagem “Todas as peças contam para a inclusão”, representando que cada pessoa é única, importante e indispensável na construção de uma sociedade mais inclusiva.
No final de cada sessão, as crianças voltaram a responder ao inquérito inicial, permitindo avaliar a evolução das suas perceções relativamente aos temas abordados.
Em Tabuaço e Armamar os participantes do projeto tiveram algumas surpresas: assistiram à peça de teatro “Uma lição sem o Tonecas” apresentada pelos alunos da Universidade Sénior de Tabuaço e, a convite da Biblioteca Escolar, tivemos oportunidade de viver uma experiência no cinema – Aladin – com compra de bilhetes, com dinheiro falso, e direito a pipocas e sumo.
Em Armamar, graças ao Município, os nossos clientes puderam ir ao circo, com direito a pipocas, o que constituiu um momento de grande diversão e alegria. Os Santos Populares também foram comemorados, pois os participantes elaboraram rimas personalizadas para cada um, balões, manjericos, bandeirinhas, martelinhos e outras decorações alusivas à época, valorizando as tradições culturais.
Em Murça, mantivemos a parceria com a Técnica Mariana Prazeres, da Biblioteca Municipal de Murça e, desta vez fomos ao Pré-escolar da Santa Casa de Misericórdia de Murça apresentar a história do “Elmer”, o elefante colorido que transmite valores como a amizade, a aceitação da diferença e a importância de cada um ser único.
Na primeira sessão, foi realizada a leitura da história às crianças e na segunda sessão, fizemos um pequeno resumo da história e partimos para a parte mais criativa: cada criança e cada participante do projeto pintou o seu próprio Elmer, dando asas à imaginação e criando momentos de muita interação de onde surgiram elefantes cheios de cor e espetacularidade.
Ao longo da semana, os participantes do projeto dedicaram-se ainda à construção de um livro gigante do Elmer, preparado com muita dedicação para receber os trabalhos de todos os participantes.
Por fim, na terceira sessão, foi apresentado o filme da história do Elmer e, no final, cada criança e cada participante do projeto colou o seu elefante no grande livro coletivo e assinou o seu nome, deixando assim a sua marca neste projeto tão especial.
Este livro ficou exposto na Santa Casa da Misericórdia para todos os encarregados de educação poderem ver e apreciar o trabalho desenvolvido ao longo do projeto e os valores abordados.
Foram momentos de grande alegria e interação à volta de uma história, onde a criatividade se sobrepôs à diferença, e a partilha criou um ambiente inclusivo.
Em Poiares, demos continuidade às atividades desenvolvidas em torno do livro “Elmer, o elefante Xadrez”, em parceria com o Jardim de Infância do Centro Social e Paroquial D. Manuel Vieira de Matos – destacamos, a excelente disponibilidade, acolhimento e colaboração de toda a equipa. Foi gratificante observar o entusiasmo, o interesse e a participação ativa das crianças, bem como a forma espontânea como interagiram com os adultos participantes do projeto. Nesta mês as atividades andaram em torno do teatro de sombras, sobre o “Elmer” e, foram visíveis momentos de entreajuda, respeito, mútuo e partilha, demonstrando que a convivência entre diferentes gerações e realidades promove aprendizagens significativas e contribui para a construção de uma comunidade mais inclusiva.
Estas iniciativas mostram a importância de criar oportunidades de contacto e cooperação entre crianças e pessoas com deficiência, sensibilizando desde cedo para valores de cidadania, inclusão e igualdade, essenciais para uma sociedade mais justa e respeitadora da diversidade.
Técnicas da A2000





