A BELEZA ESCONDIDA NUMA PEDRA BRUTA

Imagem em forma de banda desenhada com pedreiro a trabalhar na pedra

Se refletirmos um pouco, concluímos que toda a obra de arte nasce de uma tela vazia, de um bloco de pedra bruta ou de um pedaço rude de um troco de uma árvore.

Ou seja, para podermos observar uma bela escultura temos que remover os excessos, corrigir as imperfeições e salientar os traços que consideramos mais belos. O papel do criador é fazer aparecer algo que, no caso da pedra bruta, já lá estava. Assim sendo, devemos ser os criadores de uma bela obra de arte já existente dentro de nós e, no papel de formadores, ajudarmos a que os nossos formandos descubram a beleza que existe dentro de cada um deles.

Peguemos com determinação e coragem nessa massa disforme, compacta, dura e rugosa, desbastemos com persistência as suas irregularidades e iremos encontrar no seu interior uma escultura maravilhosa.

Para sermos a cada dia melhores, temos a obrigação de transformar a pedra bruta numa pedra o mais polida possível, chegando desta forma à necessidade de nos conhecermos verdadeiramente, o “conhece-te a ti mesmo”, tantas vezes referido pelos mais diversos filósofos. Desta forma, devemos investir em autoconhecimento e direcionar esforços para entender o Eu em todos as extensões, num conhecimento que adquirimos referente a nós mesmos. Um estudo aprofundado e minucioso daquilo que somos e também daquilo que representamos.

Ele é importantíssimo, pois permite compreender melhor quais são as nossas habilidades e capacidades, virtudes, valores, missão de vida e, também, o nosso propósito — resumidamente, o nosso sentido de vida. Com essas ferramentas em mãos, podemos viver em função do que realmente desejamos e sonhamos para a nossa vida. Viver genuinamente faz com que a felicidade e a plenitude estejam a um passo, sempre pautada pelos valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Com o entendimento profundo de quem você é, torna-se possível descobrir as suas melhores qualidades, capacidades e potencialidades, assim como os seus pontos menos fortes que devem ser melhorados, aquelas irregularidades da pedra bruta que devem ser desbastadas. Trata-se de um exercício regular e constante que permite não só a melhoria de si próprio, mas que contribui imenso para compreender melhor as pessoas ao nosso redor. Quanto mais exigente formos connosco, melhor será o resultado final.

Para este trabalho interior e exterior precisamos de energia, porque sem energia nada existe. A teoria mais aceite da origem do universo, o Big-Bang, teria sido uma enorme explosão energética. Para vivermos, o nosso corpo necessita também de energia que adquirimos pela oxidação nas nossas células. Mas a força que precisamos para a nossa auto-escultura é a força de vontade, é a coragem para admitir que existem coisas em nós que precisam ser mudadas. Ver defeito nos outros é fácil, mas admiti-los em nós é bem mais difícil.

Neste sentido, o autoconhecimento pode levar o individuo à sabedoria e à prática do bem. A mudança dentro de nós, refletida no nosso comportamento, muda a sociedade.

Devemos ser realistas, exigindo o impossível.

Procurar a perfeição, sabendo que tal utopia não existe, logo nunca a encontraremos. Mas que essa impossibilidade não impeça a sua busca.

É hora… peguemos no maço e no cinzel e comecemos a desbastar a nossa pedra bruta!

Bruno Gomes, Formador A2000

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