“A idade é uma questão de espírito”

Formandos são fotografados no espaço exterior do edifício da A2000

Todos temos o direito ao respeito e sermos tratados com dignidade. Estamos a envelhecer a cada dia, hora, minuto e segundo. E costumamos dizer e ouvir que “a idade é uma questão de espirito” e quando proferimos estas palavras, acreditamos vivamente. No entanto, esquecemo-nos, muitas das vezes de dar atenção ou apoio aos mais idosos.

É uma faixa etária mais suscetível ao sentimento de solidão sendo esta uma das maiores causas de depressão e sentimentos de ansiedade. Estima-se que 70% dos idosos tem algum problema grave de saúde associado à solidão e que 10% sofre de solidão maligna, ou seja, aquela que compromete o estado físico e psicológico. É essencial, portanto, o auxílio das pessoas mais próximas, família ou amigos. Mas também de pessoas especializadas na área.

Para evitar este tipo de sentimentos existem várias instituições e projetos que trabalham arduamente para combater esse “mal”. Infelizmente, vivemos numa das nossas piores alturas para a partilha de afeto e realizar atividades em conjunto. Com a pandemia, começamos a perceber a importância da presença e do afeto perante os nosso familiares e amigos, principalmente os mais idosos.

Outra coisa que nos apercebemos e aprendemos, com a situação em que nos encontramos neste momento, é da importância da boa saúde mental, pois sem esta, não existe saúde física. Tal como fomos ensinados “mente sã, corpo são”. Tal como já foi referido, os idosos, sofrem com mais facilidade com a solidão e falta de carinho.

Ao longo das aulas, e em consolidação com a matéria da UFCD de “Saúde da Pessoa Idosa- Prevenção de Problemas”, fomos abordando este tema em particular, a importância da saúde mental, principalmente na pessoa idosa e o que era necessário ser feito para que a saúde não se tornasse em doença. Foi então que alguns formandos relembraram que neste momento muitos idosos estão sozinhos em casa ou nos lares, sem poderem ver a família ou participar em atividades que fossem úteis para o seu desenvolvimento social e psicológico.

Depois de algum debate sobre o assunto, chegámos à conclusão de que alguma coisa devia ser feita em relação a isso, e como poderíamos ajudar (respeitando, claro, o distanciamento social), após um intenso brainstorming, decidimos, em conjunto, fazer um vídeo divertido e com mensagens de amor e carinho.

Então só faltava programar o que iríamos dizer, fazer uns cartazes e gravar. Mãos à obra! E sempre respeitando as regras atuais, em grupo, tratámos de pesquisar alguns poemas para serem lidos, desenhar e pintar uns cartazes todos catitas para alegrar um pouco e fomos gravar.

Com esta atividade, os formandos chegaram à conclusão que de facto às vezes as coisas mais simples podem fazer uma grande diferença e trazer sorrisos aos que mais precisam. Longe, mas perto, algo que as novas tecnologias e as redes sociais facilitam. Devemos usar estas “armas” de forma positiva e de alguma forma melhorar o dia de alguém.

Joana Martins, Formadora

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