A Justiça é cega, sua balança desregulada e sua espada sem fio. Millor Fernandes

Atividades temáticas alusivas ao tema da Justiça, como trabalhos manuais, ações de sensibilização com a comunidade e atividades ao ar livre

O mês de novembro foi bastante rico no que a Direitos diz respeito. Direitos Humanos, Asilo, Reparação, Personalidade Jurídica, Justiça e Julgamento Justo, foram o mote de trabalho para este mês.

De facto, iniciamos com uma abordagem aos próprios Direitos Humanos e de uma forma simples aprendemos que os direitos humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos. Parece simples, mas não é. Devia ser um dado adquirido, mas não o é porque infelizmente, em alguns países nos tempos que correm, os Direitos Humanos continuam a ser desrespeitados. Relembramos ainda um pouco da génese da Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, para garantir que a Humanidade não voltasse a passar pelas atrocidades vividas por essa ocasião. Desta forma, escolhemos o símbolo da ONU, para representar este direito tão essencial, ladeado por imagens que simbolizam TODOS os Seres Humanos, fazendo questão de colocar imagens alusivas às pessoas com deficiência e/ou incapacidade física.

O Direito ao Asilo. Toda a pessoa que está em fuga a perseguição ou ofensa grave no seu país de origem, por motivos de etnia, raça, religião, ideologia politica, ou outro, tem direito a solicitar proteção internacional. O asilo é um direito fundamental e foi abordado fazendo referencia aos refugiados que, diariamente, pedem asilo a diversos países na tentativa de fugir à guerra e à miséria nos seus países de origem. No cartaz, colocamos uma mão de cartão estendida, simbolizando os países que acolhem e protegem aquelas pessoas.

Do direito à Reparação é retirada a ideia que todos temos o Direito de recorrer para as entidades competentes sempre que surjam atos que violam e prejudicam os nossos direitos fundamentais reconhecidos pela Lei. No cartaz, demos asas à imaginação e simbolizamos este direito com o desenho de uma parede com um buraco, mas reparada/consertada por tijolos. Foi muito divertido fazermos tijolos pequeninos em cartão e montarmos no cartaz como se de um puzzle se tratasse.

Por fim, agrupamos e trabalhamos os direitos à Personalidade Jurídica, Justiça e Julgamento Justo num só cartaz, pois a bem dizer estão todos um pouco interligados e complementam-se. Apesar de terem nomes sérios e complicados tentamos esmiuçar e simplificar para que fossem entendidos e no final, até acabou por ser fácil a perceção desses direitos. Entendemos assim que Personalidade Jurídica é o direito que qualquer indivíduo adquire ao nascer, é o caso da identidade pessoal e da cidadania, por exemplo. Enquanto indivíduo todos temos direito a justiça e todos somos iguais perante a lei, desta forma, todos temos direito a um julgamento justo. Assim sendo, a simbologia que utilizamos no nosso cartaz foi a imagem da balança que representa o equilíbrio, a equidade, a imparcialidade e nos pratos da balança as figuras de pessoas diferentes que representam a igualdade aos olhos da Lei.

Foi um mês trabalhoso, mas bastante enriquecedor e pelo caminho ainda tivemos oportunidade de recordar o São Martinho, visualizando um vídeo sobre a sua Lenda.

Por terras murcenses, os participantes deste projeto, tiveram a oportunidade de participarem na elaboração de um vídeo com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a importância da aprendizagem da Língua Gestual Portuguesa, data comemorativa no dia 15 de Novembro.

Trabalhamos ainda nas nossas maquetes da “Vila Ideal” que estão quase finalizadas!

De salientar que este projeto é cofinanciado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e conta com a parceria dos Municípios de Armamar, Tabuaço e Murça e tem como público alvo, pessoas com deficiência ou incapacidade residentes nestes concelhos. Visa proporcionar aos participantes a oportunidade de realizarem atividades novas no seu quotidiano e desenvolverem competências ao nível da sua cidadania e participação. A sua finalidade última é divulgar e esclarecer a comunidade sobre os Direitos Humanos e, principalmente, sobre os direitos das pessoas com deficiência ou incapacidade.

Técnicas da A2000

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