“Inovação Social: o Caminho para a Sustentabilidade?”

Dr. Paulo Ferreira, Vogal do Concelho Diretivo do ISS; e Pe. Jardim Moreira, Presidente da EAPN Portugal

Encontro distrital de dirigentes do Terceiro Setor 


No passado dia 20 de outubro decorreu, no Hotel Miracorgo em Vila Real, o encontro distrital de dirigentes do Terceiro Setor – “Inovação Social: o Caminho para a Sustentabilidade?” promovido pelas entidades: Núcleo Distrital de Vila Real da EAPN de Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, a Santa Casa da Misericórdia de Cerva, o Centro Social e Paroquial de Limões e a Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento – A2000.

O encontro teve como principais objetivos discutir as dificuldades que o Terceiro Setor enfrenta neste momento de crise e os fundamentais aspetos que podem influenciar a sua sustentabilidade, como é o caso da inovação social.


O debate contou com a presença de várias figuras ilustres, entre as quais, o Dr. Paulo Ferreira (Vogal do Concelho Diretivo do Instituto da Segurança Social, I.P.), em representação do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social; Padre Agostinho Jardim Moreira, Presidente da EAPN Portugal; Dr.ª Sandra Araújo, Diretora Executiva da EAPN Porto; Dr. Carlos Azevedo, Coordenador Geral das UDIPSS/Porto; Padre Joaquim da Costa, Membro da União da Misericórdias; Prof. Artur Cristóvão, Membro da Direção da ANIMAR; Dr.ª Hermínia Gonçalves, Coordenadora do Núcleo Distrital de Vila Real da EAPN Portugal; e Dra. Ana Paula Pinto, Vice-Coordenadora do Núcleo Distrital de Vila Real da EAPN Portugal.


Estiveram presentes neste encontro 59 pessoas representando cerca de 30 Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Abriu a sessão o Padre Agostinho Jardim Moreira apelando à ideia que é preciso encontrar uma nova solidariedade que se fundamente na confiança entre as pessoas e as instituições. Para o Presidente da EAPN Portugal a solução para a crise são os valores, ou seja, em primeiro lugar deve estar o ser humano e não o lucro.


O Dr. Paulo Ferreira referiu, na sua intervenção, que o governo tem consciência que sem o terceiro setor o Estado não conseguia cumprir o papel que lhe está destinado. Para este orador as possíveis soluções para a crise que Portugal atravessa, passam pelo trabalho das entidades do terceiro setor. O discurso do representante do Estado terminou com palavras de incentivo e esperança para um futuro próximo que se adivinha ainda com mais dificuldades.


Entre os diversos temas discutidos no encontro defendeu-se a necessidade de trabalhar em rede, de uma maior partilha, abertura e coesão no Terceiro Setor.


O Dr. Carlos Azevedo, Coordenador geral das UDIPSS/Porto, defendeu que “somos o que partilhamos”. Quando não se partilha não se é eficaz e não se consegue atingir a missão a que o Terceiro setor se destina.


Para o Prof. Artur Cristóvão a sustentabilidade é bastante mais que o dinheiro. É necessário haver uma abertura, partilha em termos de liderança, as organizações devem estar preparadas para pensar e agir e isto implica um envolvimento de todos, “do topo à base”.


No final ficou a ideia que é necessário construir alianças sólidas no Terceiro Setor o que poderia beneficiar o trabalho das mesmas. É preciso abrir as portas, para que haja interação das instituições com a comunidade. Nem sempre o trabalho e o esforço das instituições é valorizado na sociedade. É necessário mobilizar as pessoas – técnicos, outras instituições, comunidade, sociedade em geral.


Seguiu-se um debate livre, onde os presentes tiveram oportunidade de dar as suas opiniões obre os temas discutidos na mesa.

O encontro terminou com um almoço convívio, que serviu para os representantes das várias instituições trocarem ideias e impressões do seu trabalho diário.

Aurora Gouveia,

Técnica da A2000

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