Integração Profissional  

Pedro Ferraz

O Pedro Ferraz é natural de Adoufe, no concelho de Vila Real, e está profissionalmente integrado na Fundação da Casa de Mateus, com um Contrato de Emprego Apoiado em Mercado Aberto (CEAMA) iniciado no passado mês de janeiro.

Com formação em Jardinagem e Espaços Verdes no IEFP, o Pedro frequentou o curso de Auxiliar de Serviços Gerais II entre 2016 e 2017. No segundo ano do curso, desenvolveu Formação Prática em Contexto de Trabalho (FPCT) na Fundação da Casa de Mateus« sendo o seu desempenho bastante satisfatório. Terminado o curso de formação profissional, foi encaminhado pelo Serviço de Emprego de Vila Real para a ação de “Apoio à Colocação”, e a partir daí foi sempre a progredir, primeiro com um Contrato Emprego-Inserção + (CEI+), seguido de um Estágio de Inserção e agora com um Contrato de Emprego Apoiado em Mercado Aberto (CEAMA).

A seu cuidado, o Pedro tem os lindíssimos jardins da Casa de Mateus, um trabalho que naturalmente o apaixona. “As tarefas que faço aqui são de uma enorme responsabilidade, pois os jardins são a «cara» deste local. Arrancar ervas daninhas ou cortar relva são tarefas mais simples que faço, este mês já vamos começar a cortar o túnel de cedros, e a poda das roseiras fica ao meu cuidado, o que me dá imenso trabalho, pois são milhares que tenho ao meu encargo! No entanto, são tarefas que me dão imenso gosto fazer, porque adoro o meu trabalho e tenho muito carinho por aquilo que faço”, começou por dizer.

A dedicação e entrega do Pedro ao seu trabalho e o sentido de responsabilidade que revelou ter levou-o, inclusive, a assumir funções cada vez mais exigentes na estrutura, como ele conta. “Desde que aqui entrei, senti-me muito bem acolhido por esta casa. Desde logo, pelo Sr. António, o jardineiro da Fundação, que me ensinou tudo o que eu precisava de saber no sentido de fazer bem o meu trabalho neste espaço, como também pelos restantes colegas e chefias. A partir do apoio que me deram, tentei melhorar cada vez mais e hoje, quando o Sr. António não está ou vai de férias, sou eu que distribuo as tarefas de manutenção do jardim pelo restante pessoal”, referiu com orgulho, além de mostrar a sua gratidão pelo apoio da A2000 em todo o processo. “A ajuda dos técnicos da A2000 foi fundamental, caso contrário não estaria no lugar onde me encontro. Aprendi muito na formação, ainda hoje falo com alguns dos meus antigos colegas e recomendo a Associação para todos os que, como eu, querem uma oportunidade de trabalho para melhorar a sua vida!”.

Para o diretor técnico da Fundação, José Carlos Fernandes, a integração laboral de pessoas com deficiência ou incapacidade (PCDI) é algo que se coaduna com a identidade que a instituição quer assumir para o exterior. “Aceitar o desafio de integrar PCDI’s foi muito rápido e natural. Enquanto instituição particular de utilidade pública, não só pela questão do monumento como do trabalho que fazemos para a sociedade, encarámos sempre esta parceria com a A2000 na integração dos seus alunos como algo que podia trazer mais-valias à nossa equipa, pelo seu envolvimento nestes processos de integração, como para os alunos da A2000 em si, pelo impacto que estas oportunidades têm de os incluir no mercado de trabalho”, referiu, antes de elogiar o trabalho formativo da A2000 na preparação para a inserção destas pessoas. “Ao longo das várias integrações que fizemos, constatámos que a formação da A2000 dava aos seus alunos uma boa base para se adaptarem às exigências do mercado de trabalho, sobre a qual nós podemos trabalhar e desenvolver capacidades que, com o decorrer do tempo, fazem destes alunos uns colaboradores muito importantes na execução das várias tarefas aqui realizadas”.

Outro aspeto realçado por José Carlos Fernandes tem que ver com o facto de o Pedro ter uma retaguarda que lhe permite reforçar as competências pessoais e profissionais que desenvolve em contexto de trabalho. “No caso do Pedro, percebemos que ele vem de uma boa base familiar que ajuda a consolidar as competências que lhe inculcamos aqui. Nestes processos de integração, é fundamental que estes colaboradores tenham no seu contexto familiar uma estrutura que os estabilize em termos emocionais e de aquisição de competências, o que no caso do Pedro se traduz num rapaz muito educado e prestável, dotado de um sentido de responsabilidade que já faz dele o nosso segundo jardineiro”.

E ser jardineiro num local destes implica uma grande preparação técnica, ou não estivéssemos a falar de uma das maiores imagens de marca não só do concelho de Vila Real, como de toda a nossa região. “Ser o segundo jardineiro nesta casa é uma função que requer enorme responsabilidade e que não entregamos a qualquer pessoa. Desde logo, porque na ausência do jardineiro principal, é o Pedro que assume a coordenação de todas as tarefas ligadas ao tratamento e manutenção dos nossos jardins. Depois, porque estamos a falar de quatro hectares de jardim ornamental, cheio de história e de uma beleza indescritível, o que requer uma dedicação, um carinho e uma competência técnica que são fundamentais para um tratamento muito cuidado de um dos grandes «ex-libris» deste património. Reparem que temos 6000 rosas, quilómetros de bucho, um magnífico túnel de cedros, que também são a nossa «cara». Quem vem visitar-nos, não contempla só a nossa fachada monumental, mas também tem a oportunidade de conhecer um espaço maravilhoso que integra a Rota dos Jardins Históricos a nível nacional e que é o único jardim da Península Ibérica, pelo menos que eu conheça, com certificação biológica. Portanto, já estão a ver o nível de exigência e qualidade que é implementado neste serviço”, vincou, antes de agradecer à A2000 não só pelo acompanhamento a todos os processos de integração, como pelo trabalho de sensibilização e familiarização para com a temática da integração de PCDI’s no mercado de trabalho.

Ana Augusto e Gonçalo Novais, Técnicos da A2000

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