“Não precisamos de magia para mudar o mundo, pois já temos em nós todo o poder que precisamos(…)

Clientes da A2000 fazem trabalhos manuais e atividades de interação com a comunidade

Um mundo melhor, holisticamente falando, é algo a que todos aspiramos. Para tal, um dos conceitos básicos é o da “Responsabilidade social”, isto é, devemos todos, sem exceção, aceitar, respeitar e pôr em prática os “Direitos Humanos”, nada fazendo que atente contra eles.

Em setembro, no projeto “Direito de Ser”, esse foi um dos direitos discutidos, ao qual juntámos o direito à Proteção e ao Trabalho.

O direito à Proteção remete-nos para a nossa liberdade, no sentido em que, e citando-o, “ninguém pode arbitrariamente, ser preso, detido ou exilado”, assim, nos cartazes que elaborámos – a cela da prisão, sem porta ou o arame farpado – transmitem precisamente isso.

O direito ao Trabalho foi discutido por fases. Numa primeira abordagem, começámos por aferir a existência de diversas profissões/trabalhos, muitas das quais desempenhadas por pessoas com deficiência ou incapacidade. Aliás, alguns dos clientes participantes deste projeto, que, de uma forma ou de outra, já trabalharam ou ainda trabalham ocasionalmente, fizeram questão de partilhar as suas experiências, o que nos levou a uma segunda fase/abordagem – os direitos do trabalhador. Salário, férias e/ou descanso foram os mais referidos, não só pelos clientes mas também pelos entrevistados, o que nos mostra que há ainda um caminho extenso a percorrer para que a comunidade em geral tenha perfeita noção dos seus direitos enquanto trabalhadores.

Uma vez mais podemos concluir que há ainda um grande desconhecimento relativamente aos Direitos Humanos. No entanto, há algo que este nosso projeto nos ensina e que vai muito além dos direitos falados – tal como refere J.K.Rowling, nós temos o poder da imaginação“…o poder de imaginar um mundo melhor”. O “Direito de Ser” ensina-nos a aceitarmo-nos como somos, e acreditamos que efetivamente, como ele, o mundo vai ficar um pouquinho melhor e mais esclarecido.

Entretanto e de acordo com a calendarização proposta, foram montadas exposições nas respetivas Câmaras Municipais (Armamar, Tabuaço e Murça), distribuídos panfletos à população e feitas algumas entrevistas como forma de aferir a opinião de quem connosco se cruza e, acima de tudo, de os esclarecer. Em elaboração encontram-se igualmente as maquetes das “Vilas ideais”, onde colocamos em prática os nossos dotes artísticos.

De referir que este projeto é cofinanciado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e conta com a parceria dos Municípios de Armamar, Tabuaço e Murça, e tem como público-alvo pessoas com deficiência ou incapacidade residentes nestes concelhos. Visa proporcionar aos participantes a oportunidade de realizarem atividades novas no seu quotidiano e desenvolverem competências ao nível da sua cidadania e participação. Sendo a finalidade última, divulgar e esclarecer a comunidade sobre os Direitos Humanos e, principalmente, sobre os direitos das pessoas com deficiência ou incapacidade (PCDI).

Paula Conceição, Técnica da A2000

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