“Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.” Charles Evans Hu

Clientes fazem e expõem trabalhos manuais e dão passeio em centro urbano

Nos tempos de pandemia que atravessamos, muito se tem falado em saúde e bem-estar (ou falta deles), pois no nosso projeto “Direito de Ser”, durante o mês de julho, foram precisamente esses os direitos abordados, aos quais acrescentámos o direito ao lazer.

Numa primeira abordagem discutimos o significado de “saúde” e se seria apenas a ausência de doença ou de dor física. Com exemplos práticos e atuais que todos conhecem (o suicídio de pessoas famosas, situações de racismo, e até alguns exemplos pessoais que alguns clientes fizeram questão de partilhar) chegámos à conclusão que a saúde é um bem-estar global –físico, mental e social. Aproveitámos também para relembrar os direitos e os deveres dos doentes, no âmbito do Sistema Nacional de Saúde.

Quanto ao direito ao “lazer”, foi imediatamente associado a descanso e repouso, o que está correto e que, na prática, se materializa com o direito, por exemplo, a férias. Nos cartazes que refletem este direito, apresentamos imagens de pessoas a disfrutar, precisamente, dos seus tempos livres.

O direito ao “bem-estar” foi trabalhado numa perspetiva muito pessoal, isto é, todos os clientes foram questionados acerca do que precisavam para garantir o seu bem-estar. Das variadas respostas, as mais consensuais foram saúde, habitação, alimentação, cultura/educação, dinheiro, justiça, encabeçadas pela ideia de proteção (os cartazes de Armamar e Tabuaço apresentam um guarda-chuva que a simboliza).

Dos três direitos abordados este mês, assim como dos sete falados no mês transato, uma ideia permanece e solidifica: todos nós, independentemente das nossas convicções religiosas, políticas e clubísticas, independentemente da nossa nacionalidade, todos nós temos direito a ter Direitos. Todos somos iguais, apesar de diferentes, até porque, e de acordo com Charles Evans Hughes, político americano, “Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres”. Queremos continuar a ser livres, respeitando a nossa, mas acima de tudo, a liberdade dos outros, e este é um dos motes do nosso projeto.

Entretanto e de acordo com a calendarização proposta, foram montadas exposições nas respetivas Câmaras Municipais (Armamar, Tabuaço e Murça), distribuídos panfletos à população e realizaram-se algumas entrevistas como forma de aferir a opinião de quem connosco se cruza e, acima de tudo, de os esclarecer. Em elaboração encontram-se igualmente as maquetes das “vilas ideais, onde os direitos são respeitados”, onde colocamos em prática os nossos dotes artísticos.

De referir que este projeto resulta de uma parceria entre a A2000, o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e os Municípios de Armamar, Tabuaço e Murça, e tem como público-alvo pessoas com deficiência ou incapacidade residentes nestes concelhos. Visa proporcionar aos participantes a oportunidade de realizarem atividades novas no seu quotidiano e desenvolverem competências ao nível da sua cidadania e participação. Para além disso, tem também como objetivo divulgar e esclarecer a comunidade em geral sobre os Direitos Humanos e, principalmente sobre os direitos das pessoas com deficiência ou incapacidade (PCDI).

Técnicas da A2000

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